Serviços de ARVBC

Monitorização e avaliação

A monitorização e avaliação (M&A), bem como a melhoria de qualidade, são ferramentas de coordenação.

A monitorização recorre a dados para acompanhar o progresso de atividades. Uma avaliação é uma revisão sistemática e objetiva da relevância, eficácia, eficiência e impacto das atividades à luz dos objetivos específicos determinados no âmbito do planeamento do programa.

Os resultados da M&A oferecem informações que ajudam a melhorar o serviço e que permitem estabelecer comparações entre serviços semelhantes. Também podem ser úteis para advogar por serviços de ARVBC em alternativa aos serviços de aconselhamento e rastreio em serviços públicos de saúde, bem como ajudar a obter evidências do impacto das atividades que podem ser úteis na procura de financiamento.

Nota:

  • A M&A de serviços de ARVBC ao nível individual requer a alocação de recursos como horas de trabalho e apoio logístico;
  • Ter em conta um equilíbrio adequado entre o peso da M&A ao nível do serviço de ARVBC e ao nível do Plano Nacional para a Infeção pelo VIH/SIDA;
  • Verificar a viabilidade da introdução, condução e manutenção dos esforços de M&A ao longo do tempo;
  • Recomenda-se a criação de uma curta lista de indicadores de M&A relevantes para o objetivo principal do serviço de ARVBC, bem como para os objetivos e metas das suas atividades.

Os objetivos dos estudos ou projetos de investigação que possam ser conduzidos no âmbito do serviço de ARVBC geralmente requerem uma recolha de dados muito mais extensa que as atividades de M&A de rotina e também métodos de recolha de dados muito mais sofisticados. Deve-se evitar confundi-los com as atividades de M&A do serviço de ARVBC, uma vez que estas devem ser sustentáveis a longo prazo.

A qualidade está relacionada com o atingir dos objetivos e resultados de forma consistente com o atual conhecimento profissional e normas.

Este capítulo centra-se nos aspetos de monitorização e avaliação que são mais relevantes para os serviços de ARVBC. Para mais detalhes sobre o tópico de qualidade, consultar Melhoria de Qualidade.

Obtenha algumas informações de pontos de verificação diferentes na Europa em nosso vídeo do Workshop em Ljubljana:

Legendas russas incluídas / Включая российские субтитры

Item O seu serviço de ARVBC tem isto em prática? Existe um padrão, diretriz, plano, política, procedimento, contrato ou acordo documentado? Está adaptado às condições e necessidades locais? Está a funcionar como pretendido? Ação
Recolha de dados de atividades
Descrição

Descrição

Os dados de atividades são dados operacionais básicos que permitem perceber se o serviço de ARVBC está a operar como pretendido e que podem também incluir avaliações dos utentes sobre a sua satisfação e comentários qualitativos.

 

Orientação

Orientação

Para uma visão abrangente do trabalho do serviço de ARVBC, é necessário contar todas as atividades e contatos com utentes, incluindo aqueles que não resultam num rastreio.

Exemplo: variáveis do relatório do Checkpoint de Atenas

1. Número de rastreios e sessões de aconselhamento;

2. Percentagem de marcação de rastreios / aconselhamentos / testes de confirmação de diagnóstico / resultados de teste / ligação aos cuidados de saúde;

3. Percentagem de homens e mulheres;

4. Percentagem de grupos etários;

5. Percentagem de grupos populacionais;

(…)

24. Percentagem de satisfação dos utentes com a acessibilidade do serviço;

25. Percentagem de satisfação dos utentes com o horário de funcionamento;

26. Percentagem de satisfação dos utentes com o tempo de espera para rastreio;

27. Percentagem de satisfação dos utentes com o ambiente do serviço;

28. Percentagem de satisfação dos utentes com as maneiras e simpatia dos funcionários;

29. Percentagem de satisfação dos utentes com a confidencialidade;

30. Percentagem de satisfação dos utentes com a duração do rastreio;

31. Percentagem de satisfação dos utentes com os aconselhamentos pré e pós rastreio;

32. Percentagem de satisfação dos utentes com a possibilidade de escolherem o Checkpoint de Atenas para futuros rastreios à infeção pelo VIH.

Entre dos dados de atividade inclui-se, para além dos dados sobre os rastreios (ver o próximo tópico: monitorização de diagnósticos de VIH), o número de contactos via telefone, redes sociais e em pessoa, visitas ao site e sessões de outreach, bem como o número de preservativos, material para consumo seguro e materiais informativos que foram distribuidos.

Os instrumentos de recolha de dados podem incluir formulários de recolha de contatos, relatórios de atividade e formulários de stock preenchidos por funcionários e voluntários no âmbito de operações de rotina e relatórios de alojamento do site.

Estes dados poderão depois ser comparados às metas estabelecidas nos planos anuais e monitorizados ao longo do tempo.

A monitorização da satisfação dos utentes implica que se peça feedback aos mesmos através de formulários de avaliação impressos ou em formato virtual, ou através de inquéritod periódicos conduzidos ao longo de maiores intervalos de tempo. A informação qualitativa, como reclamações, comentários ou sugestões (feitas verbalmente e registadas por funcionários ou feitas por escrito) podem ser muito úteis para identificar as possíveis causas para tendências observadas nos dados de atividade.

Pedir aos utentes que forneçam feedback e o esforço envolvido na recolha e análise desses dados, bem como o reporte e a reação aos resultados deve ser algo proporcional à extensão do trabalho do serviço de ARVBC. Só se deve recolher dados que sejamos capazes de analisar e utilizar.

Os dados de atividade e os resultados dos inquéritos de satisfação dos utentes são contributos importantes para as atividades de melhoria de qualidade.

A ‘Effective evaluation: An introduction for grass-root organisations’ da Correlation Network é um guia de fácil compreensão sobre o desenvolvimento de planos de avaliação, incluindo a recolha de dados.

 

Adaptação

Adaptação

O tipo de dados sobre alcance e satisfação que podem ser recolhidos depende das atividades feitas no âmbito do serviço de ARVBC (por exemplo: unidades móveis ou sessões de outreach e distribuição de preservativos), bem como das condições locais (por exemplo: alguns utentes podem não querer preencher formulários de avaliação por estarem preocupados com questões de privacidade).

Exemplo: Formulário de Avaliação do Checkpoint de Atenas (excerto)

  1. O ambiente do Checkpoint de Atenas foi acolhedor (receção, sala de rastreio)?

nada      muito

1    2    3    4    5

  1. Os funcionários foram tão simpáticos quanto esperava? 

nada      muito

1    2    3    4    5

  1. No caso de ter recebido um resultado positivo, pensou na possibilidade de os funcionários do Checkpoint de Atenas quebrarem o acordo de confidencialidade? 

nada      muito

1    2     3    4    5

Opções para reduzir custos:

  • Harmonizar os dados de atividade recolhidos para os relatórios obrigatórios – por exemplo: para financiadores e autoridades de saúde pública – com os dados de atividade necessários para fins internos.
  • Alocar a recolha de dados aos funcionários e voluntários com mais capacidades para registar as atividades no âmbito das suas tarefas de rotina – por exemplo: rececionistas que registem perguntas por telefone ou voluntários de outreach que registem a distribuição de preservativos e o stock ainda disponível.

Exemplo: formulário de contacto de utentes do Checkpoint de Thessaloniki

 

 

Melhoria de qualidade

Melhoria de qualidade

Ferramentas como o Succeed, QIP (www.qualityaction.eu), EQUIHP (European Quality Instrument for Health Promotion), e o Quint-Essenz incluem (http://www.quint-essenz.ch/en)perguntas para incentivar a discussão e surgimento de ideias criativas para melhorar o alcance e a recolha e análise de dados de satisfação.

 

Plano de Ação

Plano de Ação

Este Plano de Ação irá permitir-lhe trabalhar diretamente os itens que identificou como sendo prioritários (campos a amarelo e/ou vermelho na checklist). Indique atividades tão específicas quanto possível. Poderá fazer download da versão final de cada Plano de Ação num documento em formato xlsx e imprimi-lo posteriormente. O Plano de Ação servirá de base para o futuro planeamento, implementação e avaliação.

O Plano de Ação apresenta uma sequência de passos a seguir, ou de atividades que devem ser desenvolvidas para que uma estratégia tenha sucesso. O Plano de Ação tem quatro elementos principais: (1) o que será feito (tarefas específicas), (2) por quem (responsabilidade), (3) até quando (prazos) e (4) como será monitorizada a implementação da tarefa.


→ Copiar para plano de ação
Monitorização de diagnósticos de VIH
Descrição

Descrição

Para os serviços de ARVBC, a monitorização dos diagnósticos de VIH significa avaliar em que medida é que as suas atividades aumentam o diagnóstico precoce da infeção entre as populações chave – neste caso, os HSH.

 

Orientação

Orientação

O já documentado sucesso dos serviços de ARVBC em detetar uma elevada proporção dos novos diagnósticos de infeção pelo VIH é um forte argumento na procura de financiamento. A monitorização dos diagnósticos de VIH é fundamentar para fornecer esta informação.

As ‘Guidelines for Data Collection for Monitoring and Evaluation of Community Based Voluntary Counselling and Testing (CBVCT) for HIV in the COBATEST Network’ foram criadas para aumentar a qualidade e consistência dos dados recolhidos ao nível dos serviços de ARVBC para fins de M&A. Isso irá reforçar as conclusões que podem ser retiradas a nível nacional e europeu. A monitorização e avaliação padronizadas permitem obter dados comparáveis.

Estas orientações são construídas à volta de um conjunto de indicadores centrais:

Nível 1 (indicadores centrais para monitorizar os diagnósticos de VIH nos serviços de ARVBC):

  1. Número de utentes que fizeram o rastreio para o VIH;
  2. Proporção de utentes que indicaram ter feito anteriormente o teste para o VIH;
  3. Proporção de utentes que indicaram ter feito o teste para o VIH nos últimos 12 meses;
  4. Proporção de utentes que indicaram ter feito o teste para o VIH no mesmo serviço de ARVBC nos últimos 12 meses;
  5. Proporção de utentes com um resultado reativo para a infeção pelo VIH;
  6. Proporção de utentes com um resultado reativo para a infeção pelo VIH que receberam o resultado;
  7. Proporção de utentes com um resultado reativo para a infeção pelo VIH que receberam aconselhamento após o rastreio;
  8. Proporção de utentes com um resultado reativo para a infeção pelo VIH que fizeram um teste de confirmação de diagnóstico;
  9. Proporção de utentes com um teste de confirmação de diagnóstico positivo;
  10. Proporção de utentes com um teste de confirmação de diagnóstico positivo que receberam o mesmo no serviço de ARVBC;
  11. Proporção de utentes com um teste de confirmação de diagnóstico positivo que receberam aconselhamento após o resultado no serviço de ARVBC.

Nível 2 (indicadores opcionais do serviço de ARVBC)

  1. Proporção de utentes que receberam a explicação pré-rastreio, o aconselhamento pré-rastreio ou pré-resultado e que fizeram o rastreio para a infeção pelo VIH;
  1. Proporção de utentes com um resultado não reativo para a infeção pelo VIH que receberam aconselhamento após o rastreio;
  2. Proporção de utentes com um resultado negativo no teste de confirmação de diagnóstico e que receberam o mesmo no serviço de ARVBC;
  3. Custo por cliente rastreado;
  4. Custo por diagnóstico de infeção pelo VIH-

Nível 3 (indicadores opcionais do serviço de ARVBC)

  1. Proporção de utentes com resultados reativos para a infeção pelo VIH nos serviços de ARVBC que são encaminhadas para os cuidados de saúde (ver também o Capítulo 2B)
  1. Proporção de utentes om resultados reativos para a infeção pelo VIH nos serviços de ARVBC com diagnósticos tardios

Poderá encontrar o documento na íntegra

Poderá encontrar o modelo de folha de danos (Data Collection Form COBATEST Network_Questionnaire)

O ficheiro Excel para calcular os indicadores para M&A das atividades de aconselhamento e rastreio da rede COBATEST

 

Adaptação

Adaptação

Ferramentas e instruções de fácil utilização permitem apoiar os indicadores centrais e os métodos de recolha e análise de dados descritos nas “Guidelines for Data Collection for Monitoring and Evaluation of Community Based Voluntary Counselling and Testing (CBVCT) for HIV in the COBATEST Network”.

Estes são um sistema de monitorização essencial para os serviços de ARVBC e têm sido postos em prática numa variedade de contextos.

Uma vez que já estão adaptados aos serviços de ARVBC, faz sentido que sejam implementados na íntegra. Ao longo do tempo, a participação na rede COBATEST permite a construção de conjuntos de dados comparáveis a nível nacional e europeu.

A rede COBATEST presta apoio na implementação das orientações. Entre em contacto com CEEISCAT (lflopez@iconcologia.net) para mais informações.

Exemplo: reporte de dados do Checkpoint de Atenas (excerto)

(…)

6. Percentagem de utentes que receberam aconselhamento pré teste;

7. Percentagem de utentes a quem foi pedido o seu consentimento informado antes do teste;

8. Percentagem de utentes que fizeram um teste de anticorpos para o VIH;

9. Percentagem de utentes que receberam aconselhamento após o rastreio;

10. Percentagem de resultados negativos e positivos (sujeitos a teste de confirmação);

11. Percentagem de utentes com resultado positivo e com teste de confirmação já marcado;

12. Percentagem de utentes com resultado positivo a quem foram dadas indicações sobre como e onde fazer o teste de confirmação;

13. Percentagem de utentes com resultado positivo a quem foi proposto o encaminhamento para teste confirmatório numa clínica

14. Percentagem de utentes com resultado positivo e que pediram uma sessão de aconselhamento adicional;

15. Percentagem de utentes com resultado positivo que foram encaminhados para apoio psicológico

16. Percentagem de fontes de informação sobre o serviço;

17. Percentagem de utentes que já tinham feito o rastreio para o VIH;

18. Percentagem de utentes distribuida de acordo com a data em que fizeram o último rastreio para o VIH;

19. Percentagem de utentes de acordo com o local onde fizeram o último rastreio para o VIH;

20. Percentagem de utentes que já fizeram o rastreio para outras IST;

21. Percentagem de utentes de acordo com o local onde fizeram o último rastreio para outras IST;

22. Percentagem de utentes que já tinham feito o rastreio para outras IST e quais;

23. Percentagem de utentes já vacinados contra a hepatite B;

(…)

 

Melhoria de qualidade

Melhoria de qualidade

A pergunta onze das Self-evaluation Grids do Euro HIV EDAT foca-se na avaliação.

Existem ferramentas de melhoria de qualidade para projetos de prevenção e promoção da saúde, como o Succeed e QIP, ambas disponíveis em www.qualityaction.eu, bem como o EQUIHP (European Quality Instrument for Health Promotion) e Quint-Essenz (http://www.quint-essenz.ch/en) que tratam da monitorização e avaliação de uma forma geral, incluindo que permitem verificar se o serviço de ARVBC recolhe todos os dados necessários para monitorizar e avaliar as suas metas e objetivos.

 


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Análise e reporte regular de dados
Descrição

Descrição

A análise regular de dados recorre a métodos estatísticos e temáticos para identificar resultados e tendências. O reporte é o resumo das conclusões, comparando-as com os objetivos existentes, redigido em relação com metas e objetivos.

 

Orientação

Orientação

É possível analisar dados de atividades quantitativas através de ferramentas estatísticas simples, como proporções e medias. Existem vários recursos online sobre análise de dados de atividades (alcance e satisfação). O projeto EURO HIV EDAT também produziu uma ferramenta de auto avaliação para serviços de ARVBC:

WP4 self-evaluation assessment (AIDES)

Uma simples análise temática de dados qualitativos (queixas, comentários e sugestões), como uma contagem do número de vezes que uma sugestão é feita ou em que um tópico é mencionado (ver também o método Enquiries and Complaints Register no guia PQD, disponível em www.qualityaction.eu), pode conduzir a uma melhoria da qualidade e inovação. Mesmo que não sejam representativos ou conclusivos, são um indicador de quais os tópicos relevantes. Pode recorrer a métodos participativos, como o Rapid Assessment ou Focus Group, também disponíveis como guias detalhados na ferramenta PQD, para mais informações.

É importante que os resultados da avaliação sejam reportados não apenas aos fundadores, comissão executiva, direção, conselho consultivo e outras estruturas, mas também à população chave, sobretudo àqueles que contribuem para o serviço de ARVBC e aos que responderam a inquéritos. É possível dar algum feedback através da publicação online de pequenos resumos dos resultados da avaliação, publicando artigos em meios de comunicação dirigidos ao público gay e, claro, integrando os resultados no trabalho do serviço de ARVBC (por exemplo: “60% de vocês gostaram da curta sessão informativa antes do teste e 40% queriam mais informações sobre sífilis: por isso aqui têm!”). Estes momentos de feedback destacam a participação da população chave e podem contribuir para um sentimento de ligação ao serviço de ARVBC.

Perguntas chave:

  • A quem temos de reportar e a quem queremos reportar?
  • O que podemos reportar à população HSH e como lhe podemos dar significado?
  • O que nos dizem os resultados da avaliação e o que significam para o futuro?

Tabelas e gráficos comunicam visualmente os resultados quantitativos e citações fazem uma ligação entre os temas que surgem dos dados qualitativos e as experiências concretas daqueles que responderam ao questionário.

 

Adaptação

Adaptação

O esforço (recursos financeiros, humanos e de tempo) dispendido na análise e reporte no âmbito do trabalho de monitorização e avaliação, deve ser proporcional aos recursos dedicados a atingir os objetivos do serviço de ARVBC. Depende de vários fatores locais, por exemplo:

  • Requisitos não negociáveis de acordos de financiamento;
  • Requisitos legais;
  • Se o serviço de ARVBC é um um projeto novo;
  • Existência de uma avaliação de competências;
  • Cultura existente quanto à disponibilização de dados e feedback por parte dos utentes.

Para corresponder às expectativas dos diferentes stakeholders – incluindo financiadores, funcionários, utentes e a comunidade de HSH – com uma monitorização e avaliação significativos e realistas, é importante planear coletivamente e chegar a um acordo em relação aos indicadores, métodos de recolha de dados e à profundidade e frequência da análise e reporte.

Opções para reduzir custos:

  • Dar a estudantes a oportunidade de analisar os dados no âmbito do currículo dos seus cursos (por exemplo: na área das ciências sociais, enfermagem, gestão de saúde pública e cursos relacionados);
  • Combinar requisitos de reporte; por exemplo, de financiadores, estruturas de gestão (direção, direção executiva, supervisores) e reguladores, de forma a que um conjunto de relatórios possam ser usados para prestar contas a vários stakeholders;
  • Participar em redes (como a rede COBATEST, por exemplo) que disponibilizem ferramentas virtuais de inserção de dados que permitam ao serviços de ARVBC aceder a uma base de dados com todos os dados relativos a rastreios e que disponibilizem estimativas de indicadores para M&A;
  • Colaborar com centros de investigação e agências de saúde pública.

 

Melhoria de qualidade

Melhoria de qualidade

O método Circles of Influence do guia PQD (www.qualityaction.eu) apresenta uma forma de analisar o nível ou a participação de cada grupo relevante de stakeholders nos processos de tomada de decisão do projeto. Uma vez que a análise e a elaboração de relatórios são contributos essenciais para as decisões, este método também pode ser usado para identificar que tipo análises e de relatórios são adequados para cada um dos grupos de stakeholders.

Ferramentas compreensivas de melhoria de qualidade para a projetos de prevenção e promoção da saúde, tais como o Succeed e o QIP, ambos disponíveis em www.qualityaction.eu, bem como o EQUIHP (European Quality Instrument for Health Promotion) e o  Quint-Essenz (http://www.quint-essenz.ch/en), tratam de questões como a monitorização e avaliação, incluindo questões que permitem verificar se o serviço de ARVBC analisa e reporta de uma forma que lhe permite avaliar e melhorar a sua qualidade.

 


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Avaliação de impacto
Descrição

Descrição

A avaliação de impacto avalia as alterações intencionais e não intencionais que resultam de uma intervenção. Para além dos objetivos definidos para a atividade, esta procura as alterações no resultado que podem ser atribuídas à intervenção.

 

Orientação

Orientação

Os serviços de ARVBC dirigidos a HSH têm como objetivo contribuir para o primeiro passo do continuum de cuidados de saúde: a proporção de HSH que vivem com VIH e que já foram diagnosticados. Isto está refletido nos indicadores do programa da OMS para o rastreio do VIH (WHO/HIV/2015.32).

Uma vez que vários serviços de rastreio podem contribuir para o numerador deste indicador (o número de HSH a viver com VIH que foram diagnosticados e que tiveram conhecimento do resultado) e o denominador (número de HSH que vivem com VIH) é baseado numa estimativa, a atribuição do impacto de um serviço de ARVBC depende da proporção de diagnósticos de VIH entre HSH com que este contribui. Alguns serviços de ARVBC já conseguiram comprovar que contribuem com mais de um terço dos diagnósticos de VIH a nível nacional.

O empoderamento, qualidade de vida e envolvimento da comunidade são também impactos desejados para um serviço de ARVBC. Um conceito holístico da medicina/redução de danos (mente, corpo, context social) procura empoderar os individuos para terem um papel ativo na sua saúde e serem responsáveis pela gestão da sua saúde, educando um utente/população chave sobre como tomar as melhores decisões para a sua saúde.

A avaliação destes impactos requer diferentes indicadores e acompanhamento a longo prazo, uma vez que as mudanças podem levar algum tempo a surgir. Exemplos da área do desenvolvimento internacional sugerem que é a população chave quem tem de definir quais as mudanças que são importantes. Uma abordagem participativa para a avaliação de impacto usa indicadores SPICED para complementar os indicadores SMART commumente usados para medir objetivos operacionais:

SPICED: Subjetivo – Participados – Interpretados e comunicáveis – Verificáveis e comparáveis – Empoderadores – Diversos e desagregados

Subjetivo: os informadores têm uma posição especial ou uma experiência que lhes dá uma visão única, o que pode render um elevado retorno do tempo dos investigadores. Neste sentido, o que pode ser visto pelos outros como “anedótico”, torna-se num dado relevante devido à importância da fonte.

Participados: os objetivos e indicadores devem ser desenvolvidos em conjunto com aqueles em melhor posição para os avaliar. Isto significa envolver os principais beneficiários de um projeto, mas também implicar envolver os funcionários e outros stakeholders.

Interpretados e comunicáveis: os objetivos/indicadores defenidos localmente podem não ter grande significado para outros stakeholders, pelo que podem ter de ser explicados.

Verificados e comparáveis: a validade de uma avaliação tem de ser verificada através da comparação de diferentes objetivos/indicadores e do progresso, e usando diferentes informantes, métodos e investigadores.

Empoderadores: o processo de definição e avaliação de objetivos/indicadores deve ser em si mesmo empoderador e permitir aos grupos e indivíduos a reflexão crítica sobre a sua situação em mudança.

Diversos e desagregados: deve haver um esforço deliberado para procurar diferentes objetivos/indicadores a partir de vários grupos, sobretudo homens e mulheres. Esta informação tem de ser registada de uma forma que permita que estas diferenças possam ser avaliadas ao longo do tempo.

Fonte: ‚Equal Access Participatory Monitoring an Evaluation toolkit, Module 2: Setting objectives and indicators

 

Adaptação

Adaptação

Descrever o impacto de um serviço de ARVBC na proporção de HSH a viver com VIH que foram diagnosticados depende da recolha e análise de dados colaborativos a nível nacional ou regional durante longos períodos de tempo.

É melhor definir a frequência e forma da avaliação de impacto através da colaboração com todos os stakeholders locais, incluindo a ONG responsável pelo serviço de ARVBC.

A avaliação do impacto no empoderamento pode ser feito através de uma investigação social ao invés da monitorização e avaliação do programa. Para mais informações, consultar a secção sobre projetos de investigação.

Opções para reduzir custos:

  • Disponibilizar a estudantes a oportunidade de fazer avaliações de impacto como parte do currículo dos seus cursos (por exemplo, ciências sociais, enfermagem, gestão de saúde pública e cursos relacionados);
  • Combinar a avaliação de impacto com intervenções dirigidas a HSH conduzidas por organizações parceiras ao longo de maiores períodos de tempo de modo a aumentar a probabilidade de observar mudanças significativas; .
  • Colaborar com centros de investigação e agências de saúde pública.

 

Melhoria de qualidade

Melhoria de qualidade

A melhoria de qualidade ao nível de impacto (o que geralmente significa a nível nacional ou subnacional) requer coordenação e planeamento a longo prazo. A Shift é uma ferramenta abrangente de melhoria de qualidade desenvolvida especificamente para este objetivo. Entre muitos outros contributos, depende deste tipo de avaliação de impacto para informar a avaliação e melhoria da resposta geral à infeção pelo VIH, incluindo o continuum de cuidados de saúde, podendo também melhorar a avaliação de impacto para o futuro.

A ferramenta, que inclui materiais de apoio abrangentes, está disponível em www.qualityaction.eu.

 


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Projetos de investigação
Descrição

Descrição

Os projetos de investigação usam um leque de métodos científicos de carácter quantitativo e qualitativo para responder a questões específicas.

 

Orientação

Orientação

Os projetos de investigação, sobretudo quando conduzidos por um serviço de ARVBC em parceria com um instituto de investigação (por exemplo, um instituto de saúde pública ou universidade), podem ser usados para um vasto leque de objetivos importantes para estabelecer serviços de promoção da saúde e de prevenção – incluindo serviços de ARVBC – para populações chave como são os HSH. Podem:

  • Estabelecer o conhecimento base; por exemplo, descrevendo a dimensão e características da população chave;
  • Servir como avaliação de necessidades que podem ser usadas como evidência nas candidaturas para financiamento;
  • Investigar questões que surjam das operações do serviço de ARVBC; por exemplo, barreiras ao rastreio;
  • Descrever o impacto a longo prazo dos serviços de ARVBC em particular e das intervenções de promoção e prevenção em geral.

Os projetos de investigação também podem obter exceções às barreiras legais com as quais os serviços de ARVBC se deparam e/ou no acesso a certas tecnologias de rastreio e server como projetos piloto que poderão produzir evidências que justifiquem o seu aumento.

Por exemplo, o Checkpoint de Copenhaga pediu a investigadores que analisassem os dados de encaminhamento para tratamento e os resultados de supressão viral na coorte de homens diagnosticados no centro, e que publicassem os resultados num artigo num jornal científico.

Os projetos de investigação levam muito mais tempo até estarem concluídos do que as avaliações de necessidades ou avaliações de programa – geralmente vários anos – e por isso são mais a questões mais fundamentais.

 

Adaptação

Adaptação

A investigação e relatórios conduzidos pela comunidade podem contribuir para o empoderamento da população chave e para avaliar os resultados num contexto de experiência concreta. Os projetos de investigação depende de fontes externas de financiamento e os detalhes são negociados em conformidade.

Por exemplo, a investigação formativa conduzida no âmbito do HIV-COBATEST, Euro HIV EDAT e de outros projetos europeus, reuniu a Comissão Europeia, parceiros nacionais, académicos, ONG e a comunidade no reforço dos serviços de ARVBC e reuniu evidência e orientações que permitem que estes se multipliquem pela Europa.

Opções para reduzir custos:

  • Colaborar com universidades e conduzir estudos de investigação no âmbito de dissertações de mestrado e teses de doutoramento (por exemplo, em ciências sociais, enfermagem, gestão de saúde pública e pos-graduações semelhantes).

 

Melhoria de qualidade

Melhoria de qualidade

O envolvimento na investigação é um critério na melhoria de qualidade não só por aumentar as evidências e conhecimento necessários para o projeto ou programa, mas também porque a investigação colaborativa é uma forma de partilhar conhecimentos entre parceiros – por exemplo, conhecimentos de investigação para funcionários que sejam membros da comunidade e experiência em participação e facilitação para os investigadores.

O uso de ferramentas estruturadas de melhoria de qualidade (por exemplo, as disponíveis em www.qualityaction.eu) pode gerar mais questões que poderão posteriormente ser priorizadas em projetos de investigação.

 


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Plano de ação

Serviços de ARVBC
Monitorização e avaliação
ItemO que será feito?Quem o fará?Quando?Como será monitorizado?
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